Posts Tagged ‘vida’

July 7th, 2010

Sabe quando se está naqueles dias?

É, aqueles dias em que você não está legal e sem pique para trabalhar? Dias em que tudo o que você quer é se jogar do alto de um prédio, chacinar seus colegas de trabalho com uma metralhadora, ou ficar deitado na grama olhando para as nuvens e brincando com cachorrinhos?

Então…

Shared Fate
Creative Commons License photo credit: fallingwater123

Hoje é um dia desses.

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APROVEITANDO A CALMARIA

July 5th, 2010

Para mim, facilita pensar na vida como algo que pode ser dividido em ciclos. Alguns desses ciclos são mais genéricos e acredito que a maioria das pessoas geralmente passe por alguns deles, como as experiências da adolescência que marcam o fim da infância e uma prévia da vida adulta.

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A CURIOSIDADE QUASE MATOU ESSE BURRO

June 22nd, 2010

Já ouviu o dito popular que diz que “Os curiosos só ouvem falar mal de si.”? Então, é verdade.

Eu resolvi brincar durante meu horário de trabalho fazendo umas investigações e bisbilhotando a vida alheia com uso extensivo de todo o meu google-fu e vasto conhecimento de redes sociais e, depois de violar algumas leis, descobri que, além de feio…

Recentemente chegou ao meu conhecimento que, além de feio (sem novidades aqui), eu sou lerdo/frouxo/molenga, ou pelo menos é o que dizem.

Honestamente, foda-se! O fato de eu estar em uma boa fase, com razoável nível de estabilidade emocional ajuda-me a encarar isso numa boa, mas farei apenas comentários sobre os dois temas.

Sobre a feiura, paciência. É fato que eu não fui mesmo agraciado na loteria genética para ganhar beleza além do comum. Por outro lado, estou convencido de que não sou exatamente feio, embora não seja exatamente bonito.

Ou seja, eu me classificaria naquele enorme mar de mediocridade das pessoas facilmente esquecíveis. O lado bom: pelo menos eu não sou um sósia do Slot.

Vai um chocolate aí?

Com relação à lentidão ou falta de ímpeto agressivo em relacionamentos: Guilty as charged!

Isso é um dos meus grandes entraves, que decorre basicamente do meu ENORME problema de baixa auto-estima.

Inúmeras vezes eu recebo sinais do sexo oposto que são ignorados. Não que eu escolha ignorá-los, eles simplesmente não são nem captados pelo meu radar.

19.06.2010

Ele também tem problemas para ver.

Creative Commons License photo credit: Heroes And Me

O número de paixões, amores e relacionamentos (ou mesmo o bom e velho sexo fácil e descompromissado) que eu já deixei passar até me envergonham.

A situação era tão grave, que eu tinha dificuldades para entender como eu consegui perder a virgindade.

Isso é algo em que eu ainda estou trabalhando, e acho que vai melhorar com o tempo, até em decorrência das melhoras sustentáveis nas diversas áreas da vida, que levarão à conquista de objetivos, que levarão à vitórias, que resultarão em uma gradual melhora na auto-estima (ufa!).

A melhora na auto-estima aumentará meu “sangue nos olhos”, que resultará em mais melhoras sustentáveis, que levarão à mais conquistas, e eu nem preciso continuar para ficar claro que eu trato aqui daquilo que os psicólogos denominam tecnicamente de “Circulo Virtuoso da Sanguinolência Ocular”.

Owl with almost red eyes

O objetivo é virar predador!

Creative Commons License photo credit: Tambako the Jaguar

Para terminar, embora eu só tenha admitido culpa, no caso concreto, NESSE caso específico, de onde eu descobri os comentários, existe um porém a ser considerado.

Marasmo e falta de ação podem ser indícios de falta de interesse, ou seja, simplesmente eu não tenho interesse/não estou afim, porra!

Simples assim.

eu resolvi brincar fazendo umas investigações e bisbilhotar a vida alheia com uso extensivo de todo o meu google-fu e vasto conhecimento de redes sociais
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EM BUSCA DAS ESTRELAS

June 5th, 2010

Eu acredito que relacionamentos voluntários, aqueles em que você se envolve por vontade própria, são como naves espacias.

Em ambos os projetos, pode haver um acidente que resulte numa imensa bola de fogo e destruição, jogando por terra muitos recursos, tempo e esperanças dedicados à empreitada por todas as partes envolvidas, além da aniquilação da vida de alguns.

Booooom

O momento exato em que um coração é partido

Creative Commons License photo credit: nixter

Apesar de todos esses riscos e da possibilidade de grande dor e sofrimento, outra coisa é compartilhada por naves espaciais e relacionamentos humanos.

Em ambos os casos, o início da viagem, o lançamento, é sempre algo lindo.

Delta IV Launch

Nasce uma nova relação!

Creative Commons License photo credit: Flying Jenny

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THE CALVIN WAY

January 29th, 2010

Ficar em um hostel, foi uma idéia ótima.

Como eu estou viajando sozinho, caso ficasse em um hotel normal, eu provavelmente ficaria bem sozinho. Chegaria da rua e iria dormir. Só passaria pela recepçao e nada mais.

Já aqui, eu sou obrigado a conviver com outras pessoas. Meu inglês, que eu confesso nao ser dos melhores, tem sido muito requisitado. Nesses poucos dias, eu troquei idéia com gente de vários cantos do mundo (Alemanha, França, Nigéria, Austrália, Chile, e muito mais).

Aliás, essas conversas geraram várias relexoes que eu preciso desenvolver para colocar aqui.

Por exemplo, eu conversei muito com um inglês e um alemao (Mark e Flo) que estao viajando pelo mundo. O Mark já esteve em vários lugares diferentes e, atualmente, está em um tour pela América do Súl, já o Flo (de Florian, mas o cara se apresentou como Flo, entao usarei Flo) está em uma viagem de volta ao mundo.

Ouvindo os relatos dos caras eu senti um pouco de raiva de nao ter essa cultura, e por “eu” entendam nós brasileiros, de botar o pé na estrada e encarar o mundo, mas depois, veio uma sensaçao de “por que nao começar agora?”. Pelos relatos deles, mesmo sem falar nada de tailandês, vieticongue ou outras línguas que nao o inglês, é muito viável encarar o sudeste asiático, que é um lugar que eu achava meio difícil justamente por causa da língua.

Meus paradigmas mudaram. Eu já achava que eu conhecia apenas uma pequena parte do mundo, mas digamos que eu descobri que a parte desconhecida, que já parecia enorme, é muito maior do que eu imaginava, mas está lá e eu só preciso encarar.

Isso é fantástico! Minha curiosidade de conhecer novos lugares, novas pessoas e novas culturas está mais aguçada do que nunca. Nunca me senti tao Calvin.

O mundo é mesmo um lugar mágico… Vamos explorá-lo!

O mundo é mesmo mágico

Em tempo, resoluçoes para 2010:

  • Deixar meu inglês mega fodelástico;
  • Conseguir um espanhol razoável (pelo menos);
  • Viajar mais, muito mais.
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UMA METÁFORA…

August 12th, 2009

Era de manhã quando o barulho dos freios denunciou a chegada da maria-fumaça à estação (como se a visão da coluna de vapor que emanava de sua chaminé já não fosse suficiente para apresentá-la desde antes da linha do horizonte).

Essa maria-fumaça era algo mais. Era algo além de obviedades. Era o próprio sucesso encarnado em metal e madeira. Num típico exemplo do que grandes escritores chamariam de “uma metáfora ruim” ou “uma imbecilidade”.

Enfim, comentários desnecessários a parte, todo aquele sucesso parecia ter chegado naquela estação que nada mais era do que a vida de uma determinada pessoa. Uma pessoa não muito original para criar metáforas, um pessoa que poderia embarcar naquela bem aventurança toda, se estivesse na plataforma para embarcar.

Ao contrário do que pode parecer, as chances não eram tão aleatórias. Na verdade, as chances para que aquele garoto pegasse aquele trem eram bem grandes.

Ele sabia o horário em que o trem chegaria. Fora avisado com bastante antecedência.

Com a mesma antecedência, recebera sua passagem com assento reservado. Ele não só teria direito a embarcar no sucesso, como ainda viajaria na primeira-classe, com todas as refeiçoes e todos bola-gato das belas atendentes que ele pudesse aguentar inclusos no pacote.

Ele também não chegou atrasado à estação, ao contrário do que ocorria em sua vida fora das metáforas em textos de auto-ajuda, ele chegou antecipadamente. Viu quando o ponto preto sob a enorme coluna de fumaça apareceu no horizonte. Viu a aproximação do trem até o momento em que seus ruídos ficaram bem nítidos. E foi então que aconteceu.

Sem qualquer chance de antecipação, aquele pobre desgraçado foi acometido de um desarranjo gastro-intestinal sem precedentes na literatura médica.

Desesperado, correu o mais rápido que sua situação permitia, e, mal chegou ao sanitário, aquilo, que chamarei carinhosamente de “chuva de chocolate” (para manter o lirismo), rompeu a resistência do seu terceiro olho, caindo em profusão naquele cubículo.

Tamanho feito, capaz de desesperar o mais heroico dos faxineiros de cinema pornô, além de criar uma lambança (que interditaria aquele estabelecimento pelos próximos meses), também sugou todos os recursos disponíveis daquele garoto, sua energia, seu vigor, sua vontade de viver e o seu tempo.

O trem esperou, por um tempo, mas depois se foi. Outros vieram e se foram, mas ele continuou naquele trono, recuperando seu fôlego e tentando se limpar para, só então, voltar a esperar pelo próximo trem na plataforma.

Ainda que as seqüelas, como o cheiro de fezes que não sai da pele ou as hemorróidas do tamanho de repolhos, denunciem seus apuros do passado, o garoto ficaria feliz por ter outra chance de sair daquela estação no meio do nada.

Nem precisaria ser na primeira classe e nem precisaria ser para algum destino específico.

Entretanto, hoje, ele só estaciona o pensamento nisso em lampejos rápidos. Ele está muito ocupado limpando aquilo que fez.

Depois disso, ele ainda ficará mais um bom tempo passando pomada para assaduras antes de pensar seriamente em sentar em um banco de trem (ou em qualquer outra coisa).

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