Acabei descobrindo que eu desaprendi a comemorar aniversários. Como tudo o mais na vida, existe uma explicação (exceto, talvez, para o sucesso do ZorraTotal).
Digamos que meus últimos anos não foram nenhum mar de rosas. Várias m.rdas aconteceram. Foram tantas, e em tão abundante coletividade que foi como se todo o meu karma, a minha aura e a minha alma fossem banhadas sob a caganeira de alguma divindade que comeu algum tipo de bolovo cósmico sem o preparo gastro-intestinal necessário.
É claro que eu tive minha (enorme) parcela de culpa em toda essa chafurdância fecal. Na verdade, poderia dizer que a culpa foi minha. A vida só deu uns pisões na minha cabeça para me empurrar para baixo, mas fui eu quem entrei no lamaçal.
Enfim, isso é assunto para outra choramingada outro momento de mimimi outro post. O que importa, ao menos para esse texto, é que nos últimos anos, quando o meu aniversário chegava, batia uma sensação de que eu não tinha muito o que comemorar. O meu aniversário passou a ser um gatilho depressivo, como as festas de fim de ano são para algumas pessoas. Por isso, eu passei a evitar comemorar a data, tudo o que eu queria era ser deixado em paz, e que o dia passasse em braco, o máximo possível.
Mas nesse ano de 2010, as coisas não estão ruins. Não estão 100% também, mas melhoraram muito. Nesse ano, eu deveria voltar a ter aquela alegria de comemorar meu aniversário, mas parece que os anos anteriores deixaram suas cicatrizes.
Meu aniversário não desperta mais em mim o sentimento de frustração e fracasso pessoal. Na verdade, ele não me causa mais nada. Eu realmente sinto como se fosse um dia normal, sem nada demais. Isso ainda é estranho.
Veremos como será no ano que vem, se será menos estranho e mais… normal?
