Posts Tagged ‘terapia’

SOBRE O MEU NATALÍCIO

November 7th, 2010

Acabei descobrindo que eu desaprendi a comemorar aniversários. Como tudo o mais na vida, existe uma explicação (exceto, talvez, para o sucesso do ZorraTotal).

Digamos que meus últimos anos não foram nenhum mar de rosas. Várias m.rdas aconteceram. Foram tantas, e em tão abundante coletividade que foi como se todo o meu karma, a minha aura e a minha alma fossem banhadas sob a caganeira de alguma divindade que comeu algum tipo de bolovo cósmico sem o preparo gastro-intestinal necessário.

É claro que eu tive minha (enorme) parcela de culpa em toda essa chafurdância fecal. Na verdade, poderia dizer que a culpa foi minha. A vida só deu uns pisões na minha cabeça para me empurrar para baixo, mas fui eu quem entrei no lamaçal.

Enfim, isso é assunto para outra choramingada outro momento de mimimi outro post. O que importa, ao menos para esse texto, é que nos últimos anos, quando o meu aniversário chegava, batia uma sensação de que eu não tinha muito o que comemorar. O meu aniversário passou a ser um gatilho depressivo, como as festas de fim de ano são para algumas pessoas. Por isso, eu passei a evitar comemorar a data, tudo o que eu queria era ser deixado em paz, e que o dia passasse em braco, o máximo possível.

Mas nesse ano de 2010, as coisas não estão ruins. Não estão 100% também, mas melhoraram muito. Nesse ano, eu deveria voltar a ter aquela alegria de comemorar meu aniversário, mas parece que os anos anteriores deixaram suas cicatrizes.

Meu aniversário não desperta mais em mim o sentimento de frustração e fracasso pessoal. Na verdade, ele não me causa mais nada. Eu realmente sinto como se fosse um dia normal, sem nada demais. Isso ainda é estranho.

Veremos como será no ano que vem, se será menos estranho e mais… normal?

Share

TEMPOS VERBAIS

December 21st, 2009
Ultimamente, eu comecei a conjugar mais verbos no presente. Isso é bom, e é um fato. Passo menos tempo proferindo os pretéritos que me congelavam numa falta de ação. Fazia muito isso, demais mesmo, com o pretérito imperfeito, mas fizera pouco usando o pretérito mais que perfeito, e fiz MUITO pouco com o pretérito perfeito, embora isso não seja exatamente uma surpresa.

As mesmas razões que não me deixavam conjugar muitas ações no presente, concluir projetos e, por conseqüência, mantinha o pretérito perfeito um pouco afastado da minha boca.

Nem vou entrar no mérito de tratar da minha relação com o futuro, porque isso é motivo para outro texto. O que eu comentar, e é algo que eu tenho achado curioso, é a sensação de perda que eu tenho sentido com o meu futuro do pretérito.

Ao focar mais no presente, eu acabei tendo que pegar todas as ações passadas e as conjuguei de forma adequada, para saber exatamente em que pé a minha vida está. Eu acabei me dando conta de quão pouco eu usei o pretérito perfeito nos últimos anos, do quão pouco eu fiz e concluí.

Há motivos para isso, eles sempre existem, mas ainda assim, é ruim ver o quanto do que eu faria e concluiria que nunca passarão para o presente, mas estão condenados ao limbo de um futuro do pretérito sinônimo da não conclusão.

Share