Posts Tagged ‘diversao’

DICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL

December 19th, 2011

Para quem não sabe, existe uma garotinha na minha vida que é como uma irmã para mim. Ela é filha da madrinha do meu irmão, uma pessoa muito próxima e querida da minha família, mas para mim ela é simplesmente é uma irmãzinha.

Acompanhando a vida dela desde o nascimento (hoje ela tem 10 anos), colaborei de forma razoável para a sua formação. Fui eu quem a ensinou a socar e a mirar os chutes nos testículos de homens malas para se defender, por exemplo. Semana passada fiz outras duas colaborações que me deixaram orgulhoso.

Primeiro, decidi levá-la para passear na Biblioteca do Parque da Juventude. Indo para a seção infantil, apresentei a ela uma obra que marcou a minha infância e que colaborou para o meu gosto por leitura (e História): Asterix.

Uma das edições que emprestamos

Ela ficou apaixonada! Fizemos o empréstimo de algumas edições que ela devorou no mesmo dia, e já pediu mais.

A segunda colaboração foi apresentá-la para um emulador de Mega Drive e alguns jogos que eu gostava. Ela se encantou com o Streets of Rage, que tem uma das melhores trilhas sonoras que eu já vi. Gastei um bom pedaço de algumas tardes jogando com ela. É, eu sei que deveria estar estudando, mas ajudar uma criança a bater em bandidos é algo difícil de resistir.

A próxima missão de educador é apresentar os desenhos do TinTin antes de levá-la para ver o filme que sai ano que vem. :P

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THE ROBOTS OF DAWN – ISAAC ASIMOV

December 22nd, 2010

Eu devia ter feito esse post na semana passada. Li o livro em apenas 2 dias, embora ele seja o maior dos livros da série dos robôs (435 páginas).

O livro encerra a trilogia e é muito bom. Nele, ocorre a investigação da morte de um robô (é usado o termo roboticídio – tradução minha). Por trás disso, há toda uma trama envolvendo a possibilidade de uma nova leva de colonização interplanetária, e a definição de quem a executará, se a Terra ou os outros planetas (e ex-colônias).

Mais uma vez o foco é no detetive Elijah Baley e mais uma vez ele recebe a ajuda do robô Daneel Olivaw. Também há a colaboração de outro robô na equipe, R.Giskard. O final tem umas reviravoltas interessantes e eu achei o desfecho muito bom, mas fica difícil falar disso sem colocar spoilers. Então, partirei para outro ponto.

No post sobre o livro anterior (The Naked Sun), o Seco comentou sobre a série da Fundação (outro arco de histórias do Asimov muito famoso também). Eu ainda não li essas histórias, mas sei o suficiente para perceber que o final dessa Trilogia dos Robôs parece um prelúdio da Fundação. Como se fosse o passado remotíssimo e esquecido do nascimento daquele império no futuro.

Uma vez, li em algum lugar (realmente não lembro onde) uma crítica contra o Asimov e outros autores de ficção-científica alegando que, no fim da vida, eles teriam tentado juntar a sua obra, composta de histórias separadas, em um universo único e enorme. Algo meio Tolkiano, sabe?

Não sei da veracidade disso, mas esse último livro pareceu confirmar essa teoria. Originalmente, esses arcos de história e outros textos do Asimov seriam coisas distintas, como se ocorressem em universos diferentes. Não havia referências cruzadas, pelo menos não explícitas.

O livro anterior fora escrito nos anos 50. Esse último foi publicado só em 1983, muito tempo depois. E há uma diferença visível (além do aumento no número de páginas), ele parece se esforçar muito mais para colocar as obras num mesmo universo. Nos primeiros livros, não é dada a mesma atenção à questão da segunda colonização espacial. Deu a impressão de que ele queria deixar claro que “Olhem, esse é o esboço daquilo que virá a ser a Fundação.”

Além disso, há referências explícitas a outras outras histórias do autor. Na verdade são referências bem sutis, um personagem spacer, para argumentar, cita, em alguns momentos, lendas de origem terráquea que datariam dos primórdios da criação do cérebro positrônico, bem antes da primeira leva de colonização espacial.

Ele cita, por exemplo, um robô lendário que seria dotado de habilidades extraordinárias e de uma humanidade tão intensa que obviamente só poderia mesmo ser uma lenda. Nesse caso ele cita até o nome do robô, Andrew Martin, o personagem principal do “O Homem Bicentenário”. Aliás, eu acho essa história linda. Uma das coisas mais bonitas e interessantes que eu já vi. Não li o texto, mas vi o filme e achei ótimo.

Veja, é só um nome solto, e a citação não faz grande alteração na trama, parece ser apenas para dizer “Lembra daquela outra história? Então, ela existiu no passado desse universo, que aliás, é o mesmo, viu?”. Considerando que ele levou uns 30 anos para fazer essas citações, inexistentes nos livros anteriores, fica mesmo a impressão de um esforço posterior para unificar a obra. Questiono a necessidade disso, mas enfim, é uma questão menor.

O importante é que o livro é ótimo. Muito bom, mesmo. Recomendo a leitura .

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THE ULTIMATE HICHHIKER’S GUIDE TO THE GALAXY – Douglas Adams

September 27th, 2010

Continuando a seqüência de catalogação das minha leituras, venho colocar esse aqui na lista. Na verdade, eu não acabei de ler agora. Esse livro eu terminei em agosto.

Preliminarmente, preciso comentar que esse livro gerou uma dúvida de ordem prática, não sabia se colocaria ele na minha lista como um ou como cinco livros.

A série Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (Guia do Mochileiro das Galáxias, no Brasil) é composta de 5 livros além de algumas histórias soltas do mesmo universo (Tipo o texto: “Young Zaphod Plays It Safe”). São eles:

  1. The Hichhiker’s guide to the Galaxy (no Brasil: O Guia do Mochileiro das Galáxias);
  2. The Restaurant at the End of the Universe (no Brasil: O Restaurante no Fim do Universo);
  3. Life, the Universe and Everything (no Brasil: A Vida, o Universo e Tudo Mais);
  4. So Long, and Thanks For All the Fish (no Brasil: Até mais, e Obrigado pelos Peixes);
  5. Mostly Harmless (no Brasil: Praticamente Inofensiva)

Essa edição, The Ultimate…, contém todos os livros da série em um único volume. Depois de pensar, acabei optando por considerar como um só livro, o que mantém minha média atual bem baixa..

A série conta a saga de Arthur Dent, um humano que vê, seu planeta ser demolido, aparentemente, para a construção de uma espaçovia. Sem lar, o rapaz viaja pelo espaço vivendo diversas aventuras. O final (da saga) é bem legal, com uma boa reviravolta e tudo o mais.

O humor do Douglas Adams é fantástico. O cara tem várias sacadas geniais e cria personagens bem legais.

Outra coisa, o que faz o texto ser super-supimpa é o fato dele ser o tipo de coisa que DEVE ser lida por razões de entendimento do mundo, mesmo que fosse ruim, o que não é o caso aqui.

Trata-se de um legítimo clássico moderno. Há tantas referências em produções culturais posteriores à obra que a leitura é necessária para entendê-las todas.

Imagine, por exemplo, o número de piadinhas em filmes, séries, desenhos e quadrinhos que você ficaria sem entender se não conhecesse Star Wars (se você não conhece Star Wars, saia desse blog agora!).

Acredite em mim quando eu digo que o mesmo acontece  com a obra de Douglas Adams, mas numa escala imensamente maior, especialmente dentro da cultura nerd.

O livro é um clássico, tipo um Guarini e Memórias Póstumas de Braz Cubas no espaço, mas em Inglês e com uma dose de nerdisse à enézima potência.
Livro muito bom, altamente recomendado e entra na lista dos favoritos.

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PRECISO ASSISTIR MAIS PORNÔ

August 14th, 2009

O título desse post é uma constatação. Preciso mesmo assistir a mais pornô e desfrutar do prazer auto-proporcionado que é consequência dele.

Por que eu concluí isso? Porque eu notei que preciso calejar minhas mãos e fortalecer meus pulsos. Bem, tudo começou assim…

Neste final de semana, vim para Taubaté, para o aniversário de parentes. Na sexta, hoje, acordei e não tinha nada de muito interessante para fazer. Eu trouxe trabalho, mas logo ao acordar, eu estava afim de fazer algo mais “ativo”.

Nessa hora, eu dei uma volta pela propriedade da minha prima e encontrei o cunhado dela podando a cerca viva. Como eu estava afim de uma atividade, ofereci-me para ajudar.

Já estava me sentindo mais macho com aquela oportunidade de trabalho braçal. O trabalho dignifica o homem, e eu ia dignificar aquelas plantas com um belo corte. Peguei a tesoura de jardineiro, já me sentindo o próprio cabeleireiro da mãe natureza. Um puro luxo de macho viril!

Já via a minha imagem, manejando com destreza a tesoura, dando uma repicada para diminuir o volume, aparando, ajeitando, e esculpindo cabritinhos na cerca. Afinal, qual seria a dificuldade de realizar uma poda? Certamente que nenhuma.

Agora, horas depois do feito, ficou óbvio para mim que certamente esse é o raciocínio de um imbecil que nunca fez uma poda na vida. Ou pelo menos nunca fez uma poda EM ÁRVORES com uma tesoura de jardineiro.

Os primeiros galhos foram fáceis, mas era uma caralhada de metros de cerca, e uma caralhada ainda maior de árvores. Alguns minutos depois eu comecei a sentir como a vida urbana amolece as pessoas.

Minhas mãos estão cheias de bolhas e meus pulsos estão doendo muito. Nem quando eu treinava quebramento no karatê eles doiam tanto.

O pior era que eu me empolgava e ia cortando. Nessa hora eu parava e pensava:

- Tá rendendo, devo ter andado vários metros.

Olhava para trás e via que tinha avançado só MEIO METRO.

Veja bem, eu não estou reclamando. Estou apenas compartilhando. Afinal, nessa atividade eu fiz exercício e relaxei a mente.

Aliás, é incrível como um trabalho braçal relaxa a cabeça da gente. Eu deveria seguir meus instintos e virar carpinteiro/construtor em um país de primeiro mundo (onde é possível ganhar dinheiro com isso).

Depois, veio a limpeza com o restelho, carregar a carretinha do trator (tinha MUITO galho quando a gente acabou), e levar o carregamento para desovar na floresta.

Primeiro, antes que digam, não é ecologicamente incorreto. Eram só galhos e folhas. O resto (garrafas, papéis, faixas, e outras porcarias que porcos jogam na beira da estrada) nós separamos para jogar no lixo.

Segundo, dirigir um trator é bem legal. O mais perto que eu cheguei da sensação de dirigir um carro monstro (conversível). É bem alto e todos os comandos (exceto a direção), são duros para kct. Sem falar que manobrar (na marcha ré) com aquela carretinha é bem complicado.

Enfim, valeu!

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