As mesmas razões que não me deixavam conjugar muitas ações no presente, concluir projetos e, por conseqüência, mantinha o pretérito perfeito um pouco afastado da minha boca.
Nem vou entrar no mérito de tratar da minha relação com o futuro, porque isso é motivo para outro texto. O que eu comentar, e é algo que eu tenho achado curioso, é a sensação de perda que eu tenho sentido com o meu futuro do pretérito.
Ao focar mais no presente, eu acabei tendo que pegar todas as ações passadas e as conjuguei de forma adequada, para saber exatamente em que pé a minha vida está. Eu acabei me dando conta de quão pouco eu usei o pretérito perfeito nos últimos anos, do quão pouco eu fiz e concluí.
Há motivos para isso, eles sempre existem, mas ainda assim, é ruim ver o quanto do que eu faria e concluiria que nunca passarão para o presente, mas estão condenados ao limbo de um futuro do pretérito sinônimo da não conclusão.
