O título desse post é uma constatação. Preciso mesmo assistir a mais pornô e desfrutar do prazer auto-proporcionado que é consequência dele.
Por que eu concluí isso? Porque eu notei que preciso calejar minhas mãos e fortalecer meus pulsos. Bem, tudo começou assim…
Neste final de semana, vim para Taubaté, para o aniversário de parentes. Na sexta, hoje, acordei e não tinha nada de muito interessante para fazer. Eu trouxe trabalho, mas logo ao acordar, eu estava afim de fazer algo mais “ativo”.
Nessa hora, eu dei uma volta pela propriedade da minha prima e encontrei o cunhado dela podando a cerca viva. Como eu estava afim de uma atividade, ofereci-me para ajudar.
Já estava me sentindo mais macho com aquela oportunidade de trabalho braçal. O trabalho dignifica o homem, e eu ia dignificar aquelas plantas com um belo corte. Peguei a tesoura de jardineiro, já me sentindo o próprio cabeleireiro da mãe natureza. Um puro luxo de macho viril!
Já via a minha imagem, manejando com destreza a tesoura, dando uma repicada para diminuir o volume, aparando, ajeitando, e esculpindo cabritinhos na cerca. Afinal, qual seria a dificuldade de realizar uma poda? Certamente que nenhuma.
Agora, horas depois do feito, ficou óbvio para mim que certamente esse é o raciocínio de um imbecil que nunca fez uma poda na vida. Ou pelo menos nunca fez uma poda EM ÁRVORES com uma tesoura de jardineiro.
Os primeiros galhos foram fáceis, mas era uma caralhada de metros de cerca, e uma caralhada ainda maior de árvores. Alguns minutos depois eu comecei a sentir como a vida urbana amolece as pessoas.
Minhas mãos estão cheias de bolhas e meus pulsos estão doendo muito. Nem quando eu treinava quebramento no karatê eles doiam tanto.
O pior era que eu me empolgava e ia cortando. Nessa hora eu parava e pensava:
- Tá rendendo, devo ter andado vários metros.
Olhava para trás e via que tinha avançado só MEIO METRO.
Veja bem, eu não estou reclamando. Estou apenas compartilhando. Afinal, nessa atividade eu fiz exercício e relaxei a mente.
Aliás, é incrível como um trabalho braçal relaxa a cabeça da gente. Eu deveria seguir meus instintos e virar carpinteiro/construtor em um país de primeiro mundo (onde é possível ganhar dinheiro com isso).
Depois, veio a limpeza com o restelho, carregar a carretinha do trator (tinha MUITO galho quando a gente acabou), e levar o carregamento para desovar na floresta.
Primeiro, antes que digam, não é ecologicamente incorreto. Eram só galhos e folhas. O resto (garrafas, papéis, faixas, e outras porcarias que porcos jogam na beira da estrada) nós separamos para jogar no lixo.
Segundo, dirigir um trator é bem legal. O mais perto que eu cheguei da sensação de dirigir um carro monstro (conversível). É bem alto e todos os comandos (exceto a direção), são duros para kct. Sem falar que manobrar (na marcha ré) com aquela carretinha é bem complicado.
Enfim, valeu!