Archive for the ‘Livros Lidos’ category

O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNAS – Lon Luvois Fuller

November 10th, 2011

O livro é curto, bem curto, mas é muito bom. A edição que eu tenho pequena, com a capa verde muito vista nas mãos de futuros bacharéis de Direito.

Ele conta uma história de alguns exploradores de cavernas que ficaram presos após um desabamento e, após algum tempo, apelaram ao canibalismo para manterem-se vivos. Depois de resgatados, os sobreviventes vão a julgamento pelo homicídio do colega.

No fim, a história é apenas um pano de fundo para uma discussão jurídica de “Naturalismo X Positivismo”. O autor critica os dois extremos, em linhas bem gerais (nenhuma das posições resolve o problema), e no final resolve o caso com um arremedo de racionalidade duvidosa.

Os pontos apresentados são bem interessantes e servem como uma boa forma de introdução da discussão aos alunos em início de faculdade. Pena que eu só fui lê-lo depois de formado.

O problema é que, quem não for do mundo jurídico não vai pegar as referências aos argumentos das duas escolas, mas quem for vai achar o livro muito superficial.

A superficialidade do livro é compreensível. Ele é só uma introdução ao tema, apenas um artigo publicado numa Harvard Law Review de 1949. Até a forma como o autor o aborda o tema, uma historinha fictícia, deixa claro que ele quer mais uma introdução prazerosa (!?) do que uma resposta definitiva para a discussão. E aqui chegamos às minha grande indignação relacionada a esse livro.

Ao longo dos anos, eu reparei que esse livro era razoavelmente popular entre estudantes de direito. Eu ouvi de diversas pessoas que o livro era uma história real, ou baseado em uma. O que é uma balela pois o autor deixa clara a origem ficcional do relato no final do livro.

Daí, conclui-se que esses idiotas não leram o livro direito. São o tipo de picareta que ouve alguém dizer uma asneira como “A Teoria de Kelsen justificava o nazismo!” e depois enchem a boca para repetir isso.

Poxa, até no “Morality of Law” o Lon Fuller usa o mesmo artifício (história fictícia). Logo, eu acho que o pessoal só andava com o livro para mostrar que estava lendo alguma coisa na faculdade. Isso é triste!

Resumindo, o livro é bom e eu recomendo a leitura (que nem vai ocupar muito do seu tempo mesmo). Se você for aluno do 1º ano da faculdade de Direito a leitura é obrigatória.

Para quem tiver interesse, aqui está o texto original (em Inglês).

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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA PASSAR EM CONCURSOS JURÍDICOS – Edilson Mougenot Bonfim

March 15th, 2011

Mais um livro lido. Não há muito o que falar. Ele é pequeno.

Eu esperava um livro de dicas, mas a maior parte é auto-ajuda e motivação. Não que isso não seja importante, mas há muito senso comum, desnecessário, sabe?

Sobre a parte de dicas, não li nada que eu já não houvesse aprendido nos tempos do vestibular ou da tese de láurea (TCC para os amigos que não cursaram Direito). Ainda vale a pena para quem não passou por isso, ou não aprendeu nada nesses momentos, mas não recomendaria a compra.

PS: É claro que, só porque eu sei as coisas que estão lá, não significa que eu as coloque em prática. :)

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PROBLOGGER – SECRETS FOR BLOGGING YOUR WAY TO A SIX-FIGURE INCOME -Darren Rowse and Chris Garrett

March 11th, 2011

Mais um livro lido. Eu acabei esse livro faz algum tempo, mas essa vida de blogueiro sem foco me faz escrever o review apenas agora.

O livro trata menos da arte e mais da técnica de blogar. Ele é focado em dicas práticas para quem pensa em levar isso a sério. Obviamente não parece ser o meu caso. O livro dá várias dicas sobre as escolhas de serviços, métodos de hospedagem de sites, macetes sobre propaganda na blogosfera e cosisas assim. Eu diria que o livro é bom, mas preciso fazer as seguintes ressalvas.

Por ser de 2006, há alguma desatualização em alguns capítulos. O que trata sobre os sistemas de blogs e métodos de hospedagem por exemplo. Há vários mini tutoriais que não se aplicam às versões mais recentes (especialmente depois da 3.0) do WordPress.

Os exemplos dados para a instalação do WordPress em um servidor próprio também ficaram desatualizados. Naquela época a instalação era mesmo mais complicada, mas com os automatizadores de scripts de hoje, qualquer um consegue instalá-lo em um servidor próprio (em serviços de hospedagem). O único automatizador citado era o Fantastico, mas num tom do tipo “se você der sorte de o seu provedor de hospedagem oferecer isso, fica mais fácil”. O meu provedor de hospedagem (que é de uma categoria bem popular) oferece esse e o Simple Scripts. Ambos muito fáceis de usar (e bem mais práticos que nos exemplos do livro).

Isso virou apenas uma ressalva e não uma crítica, pois essa parte “super técnica” é bem pequena. Acho que entrou mesmo para dar exemplos práticos de como criar um blog rapidamente. Ou seja, nada que uma lida rápida em sites, fóruns ou num manual do WordPress ou do seu automatizador de scripts não resolva.

A maior parte do livro é gasta com coisas mais universais como dicas para redação de posts, uso de SEO (Search Engine Optimizer) e comercialização de blogs. O livro aborda diversos (todos?) os assuntos que possam interessar ao futuro blogueiro profissional. Daí surge outra ressalva.

Talvez, por querer “abraçar o mundo”, o livro deixe de se aprofundar como deveria em alguns tópicos. Eu senti isso em alguns itens, que gostaria de conhecer melhor, como a parte de técnicas de redação propriamente dita.

Por outro lado, há alguns pontos que eu li, mas não vi muita utilidade como a parte destinada a dar dicas sobre compra e venda de blogs. A blogosfera nacional e o mercado que dela decorre não tem força o suficiente para permitir a compra e venda de blogs como é demonstrada ali. Não tinha em 2006 e ainda não tem em 2011. É claro que se você planeja algo internacional a coisa muda de figura.

Tirando algumas arestas aqui e ali, muitas delas em razão da “idade” do livro, eu achei muito bom e recomendo. Especialmente para quem não sabe nada de blog.

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THE ROBOTS OF DAWN – ISAAC ASIMOV

December 22nd, 2010

Eu devia ter feito esse post na semana passada. Li o livro em apenas 2 dias, embora ele seja o maior dos livros da série dos robôs (435 páginas).

O livro encerra a trilogia e é muito bom. Nele, ocorre a investigação da morte de um robô (é usado o termo roboticídio – tradução minha). Por trás disso, há toda uma trama envolvendo a possibilidade de uma nova leva de colonização interplanetária, e a definição de quem a executará, se a Terra ou os outros planetas (e ex-colônias).

Mais uma vez o foco é no detetive Elijah Baley e mais uma vez ele recebe a ajuda do robô Daneel Olivaw. Também há a colaboração de outro robô na equipe, R.Giskard. O final tem umas reviravoltas interessantes e eu achei o desfecho muito bom, mas fica difícil falar disso sem colocar spoilers. Então, partirei para outro ponto.

No post sobre o livro anterior (The Naked Sun), o Seco comentou sobre a série da Fundação (outro arco de histórias do Asimov muito famoso também). Eu ainda não li essas histórias, mas sei o suficiente para perceber que o final dessa Trilogia dos Robôs parece um prelúdio da Fundação. Como se fosse o passado remotíssimo e esquecido do nascimento daquele império no futuro.

Uma vez, li em algum lugar (realmente não lembro onde) uma crítica contra o Asimov e outros autores de ficção-científica alegando que, no fim da vida, eles teriam tentado juntar a sua obra, composta de histórias separadas, em um universo único e enorme. Algo meio Tolkiano, sabe?

Não sei da veracidade disso, mas esse último livro pareceu confirmar essa teoria. Originalmente, esses arcos de história e outros textos do Asimov seriam coisas distintas, como se ocorressem em universos diferentes. Não havia referências cruzadas, pelo menos não explícitas.

O livro anterior fora escrito nos anos 50. Esse último foi publicado só em 1983, muito tempo depois. E há uma diferença visível (além do aumento no número de páginas), ele parece se esforçar muito mais para colocar as obras num mesmo universo. Nos primeiros livros, não é dada a mesma atenção à questão da segunda colonização espacial. Deu a impressão de que ele queria deixar claro que “Olhem, esse é o esboço daquilo que virá a ser a Fundação.”

Além disso, há referências explícitas a outras outras histórias do autor. Na verdade são referências bem sutis, um personagem spacer, para argumentar, cita, em alguns momentos, lendas de origem terráquea que datariam dos primórdios da criação do cérebro positrônico, bem antes da primeira leva de colonização espacial.

Ele cita, por exemplo, um robô lendário que seria dotado de habilidades extraordinárias e de uma humanidade tão intensa que obviamente só poderia mesmo ser uma lenda. Nesse caso ele cita até o nome do robô, Andrew Martin, o personagem principal do “O Homem Bicentenário”. Aliás, eu acho essa história linda. Uma das coisas mais bonitas e interessantes que eu já vi. Não li o texto, mas vi o filme e achei ótimo.

Veja, é só um nome solto, e a citação não faz grande alteração na trama, parece ser apenas para dizer “Lembra daquela outra história? Então, ela existiu no passado desse universo, que aliás, é o mesmo, viu?”. Considerando que ele levou uns 30 anos para fazer essas citações, inexistentes nos livros anteriores, fica mesmo a impressão de um esforço posterior para unificar a obra. Questiono a necessidade disso, mas enfim, é uma questão menor.

O importante é que o livro é ótimo. Muito bom, mesmo. Recomendo a leitura .

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THE NAKED SUN – ISAAC ASIMOV

December 4th, 2010

Depois de encerrar o trabalho com a droga da monografia, retomei as leituras “legais”.

Esse livro, é o segundo da chamada “trilogia dos robôs” do Asimov. Eu gosto desse autor desde que o meu pai me deu uma coletânea de contos de ficção-científica organizada por ele, o Asimov, quando eu era criança.

Depois de ter lido o ótimo The Caves of Stell, comprei os outros dois livros da trilogia na primeira oportunidade (leia-se quando um amigo foi para fora e pôde trazer os livros para mim. O frete da Amazon para o Brasil era uma pequena fortuna.).

Os três livros da série dos robôs são romances policiais centrados em dois personagens o detetive Elijah Baley e o robô R. Daneel Olivaw. Tipo um Sherlock Holmes e seu escudeiro Watson, mas nesse caso o Watson seria super-forte, super-inteligente e mega-lógico e não precisa comer, dormir ou fornicar.

Como eu não fiz uma resenha do primeiro, farei um dois em um aqui. O primeiro livro se passa na Terra, onde teria ocorrido o assassinato de um Spacer (alguém natural de outro planeta, mas humano). O detetive Baley é designado e ele deve trabalhar com o R. Daneel (R. no caso é usado para designar o Robot), feito à imagem e semelhança do assassinado.

A história é cheia de reviravoltas e essas coisas existentes em romances policiais. Além disso existe a situação diplomática tensa entre a Terra e as ex-colônias espaciais que agora subjulgavam o planeta. Eu achei muito legal e os personagens e mistérios eram muito bem desenvolvidos.

No segundo livro, The Naked Sun, o detetive Baley é chamado para investigar outro assassinato, mas dessa vez em um outro planeta, Solaria, onde há uma enorme quantidade de robôs e poucos humanos, que evitam contato uns com os outros (algo numa proporção de 10.000 robôs para 1 humano).

Para trabalhar com ele, é designado o R.Daneel outra vez. Existe toda uma filosofada sobre o problema do excesso de robôs e desumanização daquela sociedade. Tão legal quanto o primeiro, mas agora, anos depois eu fiquei mais um pouco mais chato para com certas coisas.

Por exemplo, é mencionado que cada solariano vive sozinho em uma enorme propriedade particular. Para servi-lo, há uma infinidade de robôs. Esses robôs executam todas as tarefas domésticas. De regular o termostato a fazer a comida. Bom, acho que a quantidade de robôs poderia ser diminuída se a casa em si fosse dotada de alguma inteligência.

E mais, o controle de conversações tridimensionais é dito como tendo controles extremamente complexos. Por isso um robô controla a máquina. Ou seja os controles exigem intervenção mecânica, uma mão girando um botão, por exemplo. Não seria mais fácil usar uma interface eletrônica. Como temos hoje em máquinas onde, ao invés de se girar um botão para regular o volume, isso é feito automaticamente com circuitos digitais.

Pode parecer chatice, mas esse tipo de contra-senso tecnológico me irrita um pouco (igual à realização de um transplante de coração em plena zona de guerra no Terminator 4). Se temos isso hoje em dia, por que um futuro com tecnologia tão avançada não usaria algo tão óbvio? Aliás, é dada a impressão de que as únicas máquinas ‘inteligentes” são os robôs. Em nenhum momento é mencionado algo como um computador dos dias de hoje, por exemplo.

Tudo bem que o livro é de 1956, bem antes da popularização da micro informática, mas meu lado nerd ficou incomodado mesmo assim.

Por outro lado, o livro define a existência de uma internet wi-fi ligando todos os robôs do planeta. Algo criativo para alguém dos anos 50.

Fora esses pequenos deslizes, o livro é ótimo. Valem os mesmos elogios do primeiro livro da série. A história é criativa e a trama, assim como os personagens, são complexos e muito bem construídos. E do ponto ficção-científica, o autor fez previsões tecnológicas muito interessantes.

Até agora, o Asimov não me decepcionou. O próximo será o último da trilogia dos robôs, The Robots of Dawn. No futuro, pretendo ler a série da Fundação também, que é uma obra mais épica dele.

Por fim, apesar de todos os elogios e itens interessantes da obra, eu confesso que o mais marcante, o que certamente ficará na minha cabeça é uma frase dita pelo superior do Baley logo depois que este fez uma observação muito perspicaz e profunda:

“Plainclothesman, you’re a man of penetration.”

:P

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THE ULTIMATE HICHHIKER’S GUIDE TO THE GALAXY – Douglas Adams

September 27th, 2010

Continuando a seqüência de catalogação das minha leituras, venho colocar esse aqui na lista. Na verdade, eu não acabei de ler agora. Esse livro eu terminei em agosto.

Preliminarmente, preciso comentar que esse livro gerou uma dúvida de ordem prática, não sabia se colocaria ele na minha lista como um ou como cinco livros.

A série Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (Guia do Mochileiro das Galáxias, no Brasil) é composta de 5 livros além de algumas histórias soltas do mesmo universo (Tipo o texto: “Young Zaphod Plays It Safe”). São eles:

  1. The Hichhiker’s guide to the Galaxy (no Brasil: O Guia do Mochileiro das Galáxias);
  2. The Restaurant at the End of the Universe (no Brasil: O Restaurante no Fim do Universo);
  3. Life, the Universe and Everything (no Brasil: A Vida, o Universo e Tudo Mais);
  4. So Long, and Thanks For All the Fish (no Brasil: Até mais, e Obrigado pelos Peixes);
  5. Mostly Harmless (no Brasil: Praticamente Inofensiva)

Essa edição, The Ultimate…, contém todos os livros da série em um único volume. Depois de pensar, acabei optando por considerar como um só livro, o que mantém minha média atual bem baixa..

A série conta a saga de Arthur Dent, um humano que vê, seu planeta ser demolido, aparentemente, para a construção de uma espaçovia. Sem lar, o rapaz viaja pelo espaço vivendo diversas aventuras. O final (da saga) é bem legal, com uma boa reviravolta e tudo o mais.

O humor do Douglas Adams é fantástico. O cara tem várias sacadas geniais e cria personagens bem legais.

Outra coisa, o que faz o texto ser super-supimpa é o fato dele ser o tipo de coisa que DEVE ser lida por razões de entendimento do mundo, mesmo que fosse ruim, o que não é o caso aqui.

Trata-se de um legítimo clássico moderno. Há tantas referências em produções culturais posteriores à obra que a leitura é necessária para entendê-las todas.

Imagine, por exemplo, o número de piadinhas em filmes, séries, desenhos e quadrinhos que você ficaria sem entender se não conhecesse Star Wars (se você não conhece Star Wars, saia desse blog agora!).

Acredite em mim quando eu digo que o mesmo acontece  com a obra de Douglas Adams, mas numa escala imensamente maior, especialmente dentro da cultura nerd.

O livro é um clássico, tipo um Guarini e Memórias Póstumas de Braz Cubas no espaço, mas em Inglês e com uma dose de nerdisse à enézima potência.
Livro muito bom, altamente recomendado e entra na lista dos favoritos.

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A ARTE DE ESCREVER BEM – DAD SQUARISI E ARLETE SALVADOR

May 25th, 2010

Eis o último livro lido. Ele é voltado para jornalistas e profissionais do texto, como diz o seu subtítulo. A linguagem é bem simples e há várias dicas valiosas.

O livro é muito leve e dá para ler bem rápido. Há vários exemplos de textos jornalísticos publicados, transcritos para demonstrar as técnicas e recomendações dados pelas autoras.

Sim, são duas mulheres. Eu também achei que Dad era nome de homem. Talvez eu tenha feito uma referência inconsciente ao significado da palavra em inglês. Quem sabe?

Li esse livro por querer melhorar minha técnica de redação. Uma auto análise demonstrou que meus posts têm sido muito mal escritos. Não que eu escreva tão mal assim, mas o trabalho aqui nesse blog tem sido muito mal feito. Extremamente mal feito, na verdade.

Toda a minha “pressão criativa” se esvaia na duplinha Twitter/Facebook e ao blog sobravam apenas as migalhas. Os restos de idéias mal escritas e carentes de revisão.

O resultado até me envergonha. Lendo posts antigos, encontrei vários erros de concordância, de argumentação e de lógica, além da constante falta de palavras que resultam em sentenças incompletas e idéias desconexas.

Estou me segurando para não corrigir essas escorregadas, mas, apesar de ter pensado em refazer alguns posts, achei melhor deixar para lá. Seria anti-ético. Eles devem permanecer como cicatrizes de batalha, ou como sequelas de uma cirurgia desnecessária feita por um péssimo profissional.

De qualquer maneira, uma das minhas metas é escrever melhor. Por melhor entendam: reler e revisar o texto antes de publicar. Não querer ser o Super Camões.

Veremos se conseguirei, veremos…

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MAPAS MENTAIS – TONY BUZAN

April 1st, 2010

Iniciando a lista de livros lidos em 2010.

Eu deveria ter terminado algum livro antes, mas confesso que comecei muita coisa que ainda está por terminar.

Nesse livro o autor dá um pincelada no seu famoso método de organização de idéias, os Mapas Mentais. O livro é interessante e o método até que é bom. Digo, que ele é aceito e usado mundo afora não há dúvidas. Basta uma googada para ver o que eu quero dizer. Apesar de eu concordar com muito do que dizem a respeito, ainda assim eu digo que não é tudo isso.

Em primeiro lugar, muito do que o sujeito fala eu já havia deduzido por conta própria ou outras fontes. Ele mesmo diz que desenvolveu a técnica enquanto era estudante, mas refinou depois.

Pelo visto, somos parecidos nisso, mas eu não posso chamar meus rascunhos de Mapas Mentais (Mind Maps) pois o termo é marca registrada do Sr. Buzan. Então, eu chamo o meu de “Técnica dos rabiscos aleatórios no papel”.

Não estou dizendo aqui que o meu método é igual. Longe disso. Na verdade, deu para aprender muitos toques interessantes com esse livro. O ponto é que eu aprendi mais vendo os Mapas Mentais de exemplo do que lendo o texto. Talvez isso ocorra porque eu já usava a exposição de idéias em forma de rede (pelo menos durante um brainstorm). E sobre o texto, há outro ponto.

O livro é cheio de referências à “pesquisas”: “as pesquisas demonstram”, “os cientistas já sabem”, “sabe-se que”… Só que, em nenhum lugar, eu vi alguma referência que permitisse identificar a fonte da informação. Qual o estudo? Qual pesquisa? Que cientista?

Se houve algo que eu aprendi com a faculdade foi a desconfiar desse tipo de coisa. Além disso, há algumas colocações conceituais que não desceram legal, mas não estou questionando a eficácia do método.

É como dizer que o Sol passeia pelo céu porque trata-se de um maluco numa carruagem de fogo. Independentemente da explicação, um observador notará que o Sol realmente muda de posição no céu ao longo do dia. O que não significa que a explicação da carruagem seja verdadeira.

Da mesma forma, independente da parte meio “pseudociência” que é usada para explicar o porquê do método funcionar, o fato é que o método funciona. Pelo menos em parte.

Convém comentar que eu tenho um posicionamento semelhante em relação à Programação Neuro-Linguística (PNL).

O livro é bom para quem quer começar a saber mais sobre o método de mapas mentais. Eu recomendo a leitura.

Só há um porém, o livro é meio superficial. Mas o próprio autor comenta que esse livro serve como introdução ao sistema (ele possui outros livros sobre o mesmo tema. Ele ganha dinheiro com isso há um bom tempo).

PS: A falta de embasamento teórico não é um “porém” para mim. Não nesse caso.

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THINK LIKE A BILLIONAIRE – DONALD J. TRUMP

August 9th, 2009

Mais um livro para a lista de lidos.

Nesse livro há uma série de dicas de como se dar bem na vida dadas por alguém que efetivamente chegou lá, Donald Trump.

O livro é dividido em algumas partes. Primeiro, há uma série de pequenos textos com dicas e pensamentos do autor sobre diversos temas, incluindo como se vestir como um bilionário, comendo como um bilionário, como se casar e como balancear trabalho e lazer.

Depois, há um exemplo da agenda dele durante uma semana no estilo “meu diário” onde ele deixa registrado como seria a semana de um bilionário. É meio chato pois ele só diz coisas gerais e quase que só eventos relacionados ao Trump popstar. Quanto ao trabalho normal dele há, quase sempre, espaços genéricos como: do horário tal ao horário tal eu dei uma série de telefonemas/participei de reuniões/etc.

Por fim, há um maçante “por trás das câmeras do Aprendiz” onde ele fala dos bastidores do programa, do fim da primeira temporada, e do início da segunda temporada (o livro é dessa época).

Apesar dos altos e baixos, o livro é divertido, pelo menos na parte das dicas, que mostra um Trump coerente, o que eu acho louvável. Por exemplo, quando ele fala sobre como se vestir feito um bilionário ele coloca a marca Brioni como a fabricante do melhor terno, melhor camisa e melhor grava, mas ele explica que ele continua citando “repetidamente” a Brioni porque eles, graciosamente, fornecem o figurino para o show O Aprendiz.

Aliás, a maioria das vezes em que elogia algo, ele deixa claro que possui algum envolvimento com o(a) elogiado(a). Por exemplo: ele coloca o McDonalds como melhor hamburger, e explica que já fez um comercial para eles. Ele também cita o DT Burger que é feito no Trump Grill que fica na Trump Tower.

Os melhores cartões de crédito seriam VISA (Para quem ele fez um comercial) e a American Express (que é um grande inquilino de um prédio dele).

O melhor vem quando ele vai citar o que, na opinião dele, seria o melhor livro. Ele surpreende ao dizer que não tem um, mas dois livros que ele considera os melhores. São eles: “The Art of the Deal” e “How to Get Rich” ambos de autoria de, adivinhem, Donald Trump.

Eu ainda não sei se ele  só gosta daquilo em que ele se envolve, ou se ele só se envolve com aquilo que ele gosta.

O cara, além de ter a moral de citar a si mesmo, ainda é muito bom, um tipo de Dr. House dos negócios. Se você assistir ao The Apprentice (O Aprendiz original) você vai entender. O cara é grosso e se acha demais, mas ele pode. Ele é um bilionário.

Apenas para dar idéia do naipe do cara, no meio do livro há uma foto dele, sentado diante de um piano, numa sala super luxuosa, com a mulher dele (que é gostosíssima) posando deitada em cima do piano. O que faz a foto valer a pena (além da presença da mulher dele) é a legenda do foto que diz:

Life at the top is exactly as it seems – wonderful!

This is my apartment in Trump Tower

Que numa tradução livre seria algo como:

A vida no topo é exatamente como parece – maravilhosa!

Esse é o meu apartamento na Trump Tower

Precisa dizer mais?

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SUICÍDIO – O FUTURO INTERROMPIDO (um guia para sobreviventes)- PAULA FONTENELLE

July 19th, 2009

Mais um livro para a lista de livros lidos nesse ano.

O livro contém uma série de entrevistas com pessoas que encararam o suicídio de perto. Isso inclui pessoas que tentaram, que pensaram seriamente em fazer isso e pessoas próximas de quem se encontrava nos dois primeiros grupos. Há histórias bem impressionantes.

Outro ponto bem interessante são os dados apresentados no livro. Para desmistificar o problema e tentar acabar com vários mitos, a autora lança mão de muitos dados apresentados pela OMS e diversos psiquiatras.

Incentivado pelo livro, fui dar uma fuçada no site da OMS e tomei conhecimento de uma coisas “interessantes”, mas fica para outro post. Aqui, é só uma resenha desse livro, que eu recomendo.

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